segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Toda Flor Tem Seu Espinho

Quando acordar
Não é você
Quem eu vou ver
No meu jardim

E ao respirar
Não sentirei
O seu perfume
Perto de mim

Se você desabrochar
Boa estadia, nesse novo dia
N'outro quintal
Longe do meu suposto mal...

Aaah aah... Eu não quis te machucar...

Sei, toda flor tem espinho
Considere-me a parte espinhosa desse teu caminho
Sei, toda flor tem a parte não tão bela
Amo e cultuo a todas, inclusive ela


Quando precisar
Não poderei
Estar aí
Pra te regar

Se sufocar
Certeza
Fui eu o responsável
Por te cortar

Aaah aah.
Eu só queria te ter aqui
Com meu amor tentar te suprir
Mas não consegui.

Sei, toda flor tem espinho
Considere-me a parte espinhosa desse teu caminho
Sei, toda flor tem a parte não tão bela
Amo e cultuo a todas, inclusive ela

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Pano Vermelho

Ao adentrar novamente em seu quarto, não pude deixar de notar. Não pude não me espantar. E quase não consegui acreditar.. que ao entrar... não foi nos seus olhos que olhei, nem foi seu insinuante corpo quase nu que admirei e nem foi sua boca que mirei. Tudo porque algo mais forte atraia meus olhares.

No canto do quarto, de baixo da cama havia um pano vermelho. Um familiar vermelho que me fez reconhecer aquele pedaço de pano.

Não era possível, como pude tê-lo esquecido?
E como pôde ter me deixado esquecer?

Seus olhos logo notaram que os meus não olhavam para os seus. Nem olhos, nem nada. E, enganados, te fizeram me questionar.
Mas não, não era para aquela social, branca e amarrotada que eu olhava, aliás, eu nem uso social, quanto mais branca. Era para aquele pedaço vermelho embolado que eu direcionava meu olhar. Aquele pano vermelho... como pude tê-lo esquecido?

Pano este que não espantou só a mim.
Assim como os meus olhos, os seus também se modificaram por causa do evento, no entanto, os seus encontravam arregalados, enquanto os meus sorriam. Sorriam como a minha boca.
Sua boca também sorria, porém seu sorriso forçado, restringia-se à boca, como o daquela blusa vermelha, que tinha como estampa, uma boca sorrindo. Enquanto a minha, tinha uma rosa branca. Rosa branca esta, que agora estava, além de branca, amassada, como a social branca que também estava no chão. E também não me pertencia.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Primeira Partida

Parto do ponto inicial rumo à um manjadíssimo final.
Faço o parto das ideias
E faço parte das ideias
Para iniciar a parte mais completa e mais complexa.
Em meio à toda essa complexidade repartida em 3 partidas
Parto para o obstáculo, salto e paro.
Reparo que não vale a pena pulá-lo em vão
Me revolto e volto atrás da parte pulada e não passada.
Pra não partir a cara
Aqui ficarei. Pois essa foi a parte que escolhi
Essa era a parte que eu não tinha

Desconfio de que faço parte de você.
E acho que você é a parte que,
Sem a qual não sei viver.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Esferográfica mágica

Com a ponta da cabeça, observo o planeta.
Com a ponta da caneta, trascrevo os cometas, esvazio gavetas,
Cobiço cabeças, cobiço sorrisos, sorrio sozinho.
Rodo e contorno em torno da caneta
Assim como faço no meu rodamuinho.
Com a ponta da caneta ou com as teclas do teclado,
mesmo estando careta, eu viajo parado.
Com a ponta da caneta, me divirto até de olhos fechados
E até sem abri-los, observo o resultado.
Da ponta da caneta surge os traços
Que constroem meu mundo
Com a ponta da caneta me satisfaço
Apenas em alguns segundos.
Até acabar a tinta
Ou esvaziar a mente.
E chega ao fim...
...simplesmente.

sábado, 23 de outubro de 2010

Tente não piscar

O que você pretende com esse microscópio?
Cedo ou tarde, o que tiver de vir, virá até você, é quase que inevitável.
Quem você quer com esse telescópio?
Desequipe esses olhos. Abra os mesmo e olhe para o céu.
Eles já estão por aqui e não é de hoje.
O que você pensa sobre esses graus?
Como se comporta sem ele?
O embaçado e desfocado que você vê é real.
Realmente vale a pena fingir que está tudo nítdo?

Lápis, rímel, sombra, sílio, lente, pente, pinta e pinça,
O que você tem atrás disso tudo?
Quem é você,
E porque se esconde no breu desses óculos escuros?

domingo, 17 de outubro de 2010

Click

Um click, respiro.
Outro click, espero.
Mais um e o tempo passa.
E passa o tempo,
E me desespero.

Na tela desse velho computador pesquiso, leio, releio, procuro e espero...
...e esse site que não abre.

Enquanto isso, penso, repenso, me rendo à demora e me angustio com a espera de tudo, que parece que, junto com esse velho computador, parou, simplesmente.
Droga, o computador parou

Além da dependência desse velho computador, o que restava, me abandonou.
Minha internat também parou.

É hora de pegar o pensado e repensado e tranforma-lo em ação. Fazer, refazer..
Agir e não reagir contra o que fizeram ou pensaram.

Não reagir?
Não reagir! Simplesmente porque meu tempo também parou. E a vida está parando.

Nos resta esperar o mundo parar , e deixar a inércia nos lançar à algum lugar melhor.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Meu bom pilão

Mais um gole quente, em meio a essa noite fria calorosa, ardente e dolorosa.
Mais uma vez o copo vazio, e o som do mesmo, batendo com força sobre a bancada

Nas mãos, antes ocupada com o copo, encontram-se folhas e uma caneta que escreve nessas folhas, coisas loucas; na cabeça, o princípio do efeito do líquido que preenchia o copo há pouco.

Olho pra dentro desse copo e vejo o que eu já esperava, um fundo escurecido, metaforizando os sentimentos presos no peito, que pulsam, pulsam e pulsam socando minhas costelas tentando externar.

Junto a tudo isso, o desespero, expresso em números, cálculos loucos e frases soltas em cima dos cálculos.

O negro fundo do copo acabou de fazer efeito, mais algumas horas de insonia, mais algumas horas de contas, pena que o café acabou.

Vou perder mais algum tempo para poder escurecer novamente o copo até a boca

sábado, 25 de setembro de 2010

É... um ano.

Dias vão, dias vem. É tempo que passa.
Sete desses dias, formam uma semana, quatro delas formam um mes e doze meses somam um ano.

E veja só, mais um ano se passou.
E não preciso de Natal, aniversário ou carnaval para determinar que se passou um ano, pra isso, basta se passarem 365 dias.
E há 365 dias atrás, o calendário marcada 25 de setembro também, olha que máximo.

E nessa de alguns dias serem semanas e semanas serem meses, o tempo passa, o mundo muda, a vida muda, os dias mudam e o calendário não muda, daqui há aproximadamente 365 dias, serão 25 de setembro novamente.

Pra você que se perdeu no texto, desista! Abre o Orkut, vá ler um jornal ou algo mais interessante. E pra você que se perdeu na vida... veja só, mais um ano se passou.
Mais um ano perdido?
Não, mais um ano vivido. E mesmo que não muito bem vivido, pelo menos foi vivido. Veja bem, você poderia ter sido atropelado semana passada.
Pelo menos fica a esperança e uma certa facilidade de obter um próximo ano melhor.

E nesse clima de ''ano novo, vida nova'' antecipado, fecha-se o ciclo de um ano maravilhoso e abre-se outro, de sei lá quanto tempo. Um anos, talvez menos, talvez mais, talvez uma vida, talvez duas.

Enfim, foda-se! Hoje é sábado, vamos bebemorar!

Parabéns pra mim, mais um ano!
Parabéns pra você também. E muito obrigado.

E parabéns pro Rafael também, afinal, ele sim é o anivessáriante do dia.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Via e Vem

Aaah a vida e esse vai e vem.
Pessoas vão e voltam, os carros que às 7h vão, às 18h estão de volta.
Os pássaros migram para sobreviver, mas um dia voltam.
A reciclagem, apesar de não muito praticada também é uma maneira de ida e

volta.
Até os direitos humanos...
Até os mesmos, cantados no funk falam em ''ter o direito de ir e vir''
O tempo! Oh, Jesus, o tempo. Cazuza cantou que ele não para.
E realmente não para, mas convenhamos, agora são 17h35. E daqui a 23h e

50minutos, faltarão 10 prás 17h35 novamente.

Um outro ótimo exemplo disso é meu pai, que sem chave, insiste em voltar em

casa de 15 em 15 minutos.
E eu, cheio de sono que estou, não consigo durmir em apenas 15 minutos.
Ao contrário de mim, minha irmã consegue durmir em 15 minutos, ou seja, sobra

sempre pra mim a árdua missão de abrir o portão.

Exemplo de vida esse meu pai.

Moral de toda a história:
A vida passa!
Contente-se,
Você pode ter tudo hoje
E amanhã pode ter nada
Andei pensando muito na vida
E descobri que essa porra é furada

Óh! Tarda mas não falha. 16 minutos e já tá ele lá de novo. FUI!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Eu não quero aquele, eu não quero aquilo

Quero um copo d'agua.
Se possível, só a água.
Um banho de mar,
Um mergulho na cachoeira
Quero sentar no chão,
mesmo estando ao lado da cadeira

Parar na grama da praça
De baixo da árvore mais alta
Parar de respirar essa fumaça
Me afastar de quem a faça
Quero ficar quente se estiver quente
E no frio,
esquentar corpo a corpo, somente

Ouvir só o som do violão
Afina-la no ouvido
Sem me importar se ficou realmente bom
Mandar flores aos amores
Destribuir beijos na mão

Quero simplicidade
Quero esfriar esse planeta
Seja como for
Quer um copo d'água
Pra diminuir esse calor

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

f...

Sabadão, amigos reunidos, bebendo, zoando, ouvindo música e etc..
O dia, 21 de agosto.
O local, Rua Francisco Real, próximo ao Prioridade Hum.
O motivo, Foda-se...

Pra quem reconheceu o endereço citado acima, a resposta é sim.
Rua Francisco Real, perto do Prioridade Hum é sim o endereço do Espaço m4.

Que beleza, eu voltei.
Porque?
Eu realmente não sei. Mas de fato, eu estava lá. Junto das mesmas portadoras de Kolene, dos mesmos moleques piranha, ao lado do mesmo banheiro fedido, ouvindo as mesmas músicas ruins, bebendo a mesma cerveja, pelo mesmo preço e gritando com a mesma força... Foda-se, 50 centavos.

Não vou ser hipócrita de falar bem desse 21 de agosto. O sábado foi realmente uma merda, mas foda-se, 50 centavos.

Branca, ruiva, linda, perfeita, a mulher mais gata da noite parecia simplesmente não querer me ouvir, mas foda-se, 50 centavos.

5h da manhã, voltar ao Parque andando é realmente bem chato.
Mas...

Puts, foda mesmo, vou começar a procurar algo melhor pra fazer nos meus sábados a noite.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Enquanto o almoço não sai...

Na tarde vaga de uma desocupada segunda-feira, abandono a cozinha, meu arroz e venho no recanto do canto do meu quarto, na tentativa de escrever qualquer coisa que desabafe, desocupe minha cabeça e ocupe um pouco do meu tempo.

O barulho da obra logo ali em cima não me permite durmir. Mas tanto faz, acordei a pouco, estou sem o mínimo sono. O mesmo barulho impede que eu me distraia com o violão. Na verdade a falta de uma corda atrapalha muito mais, e faz com que eu não consiga escrever qualquer esboço de canção.

O estomago embrulha implorando por comida. O arroz está no fogo e enquanto não fica pronto, me distraio vendo as cores na TV, as letras que não dizem nada na frente do PC, ouvindo os carros de som implorando por nossos votos e o lindo som que os pedreiros fazem ao emboçar as paredes do quarto do segundo andar.
(realmente precisa de tanto barulho pra emboçar uma parede?)

Pensar na vida não adianta muito. O tempo passa mais devagar e nunca chego a nenhuma conclusão sobre o que eu vivo.

Após sentar, levantar, beber água, desligar a TV, fechar a cortina e sentar novamente, já se passaram alguns minutos.
Bem mais eficiente do que pensar na vida.

E sem nenhuma grandiosidade ou algo que prenda a atenção dos leitores dessa bagaça, apresento a nova postagem em meio a esse fortíssimo cheiro de..

Merda, esqueci do arroz...

sábado, 14 de agosto de 2010

Hei dever de volta o ver de.

Certo dia vi uma árvore imensa, com a raiz transbordando pelas calçadas e invadindo parte de uma movimentada rua do subúrbio carioca.
Parei e pensei, olhando para o teto do ônibus no qual eu me encontrava indo para algum lugar ao qual não me recordo... ''Que perigo isso! Essa porra vai acabar provocando algum acidente.''

E realmente já havia sido provocado pelo menos uns três, só naquela árvore. E se repararmos, não existe só aquela árvore com tais características. É de extrema facilidade encontrar casos assim espalhados por aí.

Os danos e os perigos causados nesse caso não se restringem à invasão numa auto-estrada.
Reízes descontroladas quebram calçadas, invadem quintais, destroem paralelepipedos, destroçam encanementos, e com esses fatores, geram alguns outros muitos fatores prejudiciais à vida nas nossas cidades de pedra, vigas e concreto.

Então eu pergunto...

O que tanto concreto faz em torno dessas lindas árvores?
E o que esse concreto faz no lugar das antigas árvores?

Árvores estas, que nos trazem benefícios que balanceiam os prejuízos causados pelo próprio concreto e tudo o que gira em torno dele.
Afinal, o que eu sei, ou que me contaram, rua era barro, esgoto era rio, o resto era árvore e concreto nem existia.
Mas infelismente, nós mudamos as coisas, as coisas e nós mudamos o mundo e a mudança quase nunca é pra melhor.

Resultado...
A densa fumaça ofuscou o sol, árvore virou poste para iluminar o que foi desiluminado e além do sol, não vejo luz no fim do túneo, muito menos na cabeça do ser humano devastador e desmatador.

Desmatar pra concretar. Vamos derrubar, enterrar e concretar essa idéia.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Na janela paralela

De tarde deitado no meu quarto observo meu espelho, vejo nele uma superfície curva, como a lente de uma lupa, de uns óculos, ou de binóculos.

Só observando, não sei ao certo quão curva é a curva; nem como é tal curva. Não sei se a curva diminui, se ela aumenta, se somente reflete, se refrata, não sei.

Não só não sei, como também tenho muita curiosidade. No entanto também tenho muito medo de uma possível diminuição, ou talvez uma refração. Por conta disso, evito me olhar nesse espelho. Apenas o observo, de longe, de onde não é possível sequer saber o seu efeito.

Um dia tiro essa dúvida e me olho de vez no tal espelho.
Talvez veja meu futuro, talvez veja meu passado, minha vida, minha morte.

Quiçá a vida após a minha morte. Se eu aumento, alcanço o céu e a minha redenção; se reflito e volto para a terra na forma de um escorpião; ou se refrato, desvio da minha rota e vou parar em Plutão.

sábado, 24 de julho de 2010

Responda quem puder

Vejo as crianças brincando na minha rua. Minhas crianças... meus primos, irmãos mais novos de amigos e até filhos de amigos, brincando na mesma rua, em frente as mesma casas, quase do mesmo jeito.

Brincadeiras essas que, hoje se restingem a meia horinha de futebol no portão do vizinho, sendo atrapalhados constantemente por diversos carros, e são muitos os carros; esconde-esconde, se escondendo atrás desses mesmos carros que os atrapalham na hora do futebol, dentre outras coisas restritas ao concreto e paralelepipedos das rua, e no máximo, ao campo de terra batida da praça.

Onde estão as árvores que eu subia quando menor, que eu me escondia no pique-esconde,que eu caía, me ralava, que eu sentava e descançava debaixo de sua sombra?
E o nosso morro? Cadê as crianças subindo naquele morro?
Em que a única inseguraça era o medo de cair e se machucar, que os único obstaculos eras as pedras mais altas e as árvores espinhosas, e não as casas que hoje cercam seus únicos acessos.

E meu filho, o que vai ter para se divertir?

E amanhã, como será o amanhã?

segunda-feira, 19 de julho de 2010

E o futuro se anuncia num outdoor luminoso

Vi uma menina no cartaz.

Vi a menina do cartaz.

Sempre vejo a menina do cartaz.

Não só no cartaz e não só quando realmente a vejo.

Vejo em outras pessoas,
Vejo no canto da rua,
Vejo no canto da sala,
Vejo no canto do quarto,
Vejo no canto da cama.

Vejo dentro do ônibus,
Vejo dentro de casa, dentro de outras casas, dentro de várias coisas,
Vejo dentro do PC,
Vejo até na televisão.
Vejo dentro do meu coração.

Sejam bem vindos ao meu pequeno pensamento.
Agora e quase sempre é nisso que eu penso.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sem horas e sem dores ...

Abri o baú, e não vi o Raul, se quer ouvi o Raul, e essa, é uma das raras vezes em que não fiz tanta questão de ouvi-lo, mas não descarto essa possibilidade, pois só acrescentaria ao esperado espetáculo.

Abri o baú e li 5417648833608, como um código ou uma senha para uma coisa nova, um passaporte para um mundo Mágico, com palhaços, sorrisos, luzes, cores e alegria, como dentro de uma tela de cinema ou em cima de um palco de Teatro.

Abrir aquele baú, foi enxergar dentro dele a criança que existe dentro de mim, que ainda se diverte no circo, rindo do palhaço, surpreendendo-se com o ilusionista, remoendo-se apreensivo com o equilibrista e sorri aliviado e confuso pensando na mulher que continua inteira após ser fatiada.

Dessa vez não falo de um sonho. Esses números, acompanhado de algumas colunas pretas espassadas por branco, formam um código de barra que me garantem a entrada no show de hoje à noite.

O picadeiro está armado, à espera de seu ilustríssimos convidados, que dessa vez, também farão o show, sejam palhaços ou ilusionistas, domadores ou equilibristas E na mão de todos, seus ingressos que se diferem por códigos de barra, e fazem de cada um, único, assim como a noite, que espero que seja igualmente única.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Durma bem!

Minha cama não me dá ferraduras, selas, não me dá rodas e nem me permite voar.

Mas quando fecho os olhos tenho cavalos, carros, viagens e até avião.
Minha cama dá vida e asas à minha imaginação.

Bons sonhos!

domingo, 4 de julho de 2010

Diz que fui por aí.

Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí.
Levando um violão, alguns dreads, duas pernas, uma mochila e a cabeça.
Levando também umas letras cifradas, alguns poemas mal escritos, papel, tinta e caneta.

Sem nenhum rumo, sem preocupações e sem compromissos.
Na mochila um sanduíche, versos soltos e alguns livros.
Fotos pra recordar, muitas de amigos, e muitos amigos.
Não tenho fotos dela, apenas a lembrança singela. As melhores e mais belas.

Da minha mãe, guardo o pedido de juízo. Do meu pai, conselhos amigos. Dos amigos, a amizade.
Guardo também a certeza de que ela ainda existirá quando eu voltar, mesmo que eles não mais existam.

De tudo que já passei, saudade.
De tudo que passarei, vontade.

Muita coisa na cabeça, no bolso quase nada.
Uma cara de pau e um polegar pronto pra apontar pra alguma direção, em busca de carona ou de ao menos uma orientação.

Se quiseres saber se eu volto, pretendo.
Não antes do celular despertar e me chamar de volta para o meu tormento.

sábado, 26 de junho de 2010

H2O2

Caminhando, cantando e seguindo a canção. A canção, se não me falha a memória era um forró bem ruinzinho, bem no estilo ''você não vale nada mas eu gosto de você''. Junto da péssima canção, eu seguia também o balanço daquele 561, e como balança a parte de trás daquele ônibus. Mas mesmo com todo o balanço e desconforto foi possível avistar, naquele nublado início de tarde de quarta, quarta esta que não me recordo a data, porque naquele momento o mundo ao redor simplesmente parou, foi como Neosoro para meus olhos.

No alto de seus 1,76, reais 1,76 porque abaixo não havia salto e acima... aaaai.. acima, toda a douradeza de sua louridão.
O brilho do sol se escondia, talvez intimidado com a sintilância de seu sorriso, os olhos, cor de mel, um pouco orientalizado, pele branca como a de uma linda holandesa, quadril brasileiro e cintura que dava a maravilhosa impressão dos melhores violões dinamarqueses.

O olhar, quase um mistério, muita insistência foi precisa para se descobrir a cor de seus olhos, que insistiam em não cruzar com os meus. Não se cruzavam também com os de mais ninguém. Afinal, no alto de seus poderosos quase um e oitenta, não precisava cruzar com os olhos de ninguém.

Ao descer do coletivo, passou ao meu lado, seria fake se eu dissesse que pude sentir seu cheiro, afinal, do alto da janela de tras do Caxias não se sente muita coisa além de borracha queimada e algo parecido com fezes, no entanto, não entra na minha cabeça que aquela mulher tinha o cheiro diferente do mais perfeito.
E por fim pude perceber, que toda aquela perfeição em forma de loura, era também a falsidade em forma de água oxigenada.

Minha linda loura, tinha a raiz escurecida, minha linda loura, além de não ser minha, também não era loura.

Mas como diria Milton Leite... Que belezaa de morena!!

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Que ecoem as vuvuzelas...

1,56 foi a desanimadora média de gols da primeira rodada da Copa do Mundo da África, dois foram os frangos engolidos pelos goleirões e o número de expulsões nos primeiros jogos. E três foi o número de gols necessários para que se calassem as tão comentadas vuvuzelas.

Entre sapatadas, butinadas, canelada e cornetadas contra a criticada Jabulani, desolação foi o que se viu na face dos não reconhecidos artistas das arquibandas sul-africanas. O brilho do sincero sorriso, que parecia nunca se esconder, se ofuscou.
Como é triste o silêncio. Ou melhor, como é triste ver em silêncio um povo que nasceu para cantar, dançar e sorrir.

É como se as bandeiras, luzes e cores abandonassem a torcida do Flamengo, como se a sanidade invadisse o ''bando de loucos'', como se o sorriso tomasse o lugar das lágrimas dos nossos queridos chorões botafoguenses.
É como se os argentinos parassem de cantar, os alemães começassem a sambar e os brasileiros dançassem tango ao som de música mexicana.

Como disse Desmond Tutu, ''na Alemanha não pararam de beber cerveja. Então, aqui, na África, não vamos parar de soprar nossas vuvuzelas.''

E tomara que não parem mesmo.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Guerreiro? Eu sou é Brahmeiro!

Há quatro dias da tão aguardada estréia da Seleção brasileira na Copa do Mundo da África do Sul, nós, brasileiros, temos motivos de sobra para festejar.
As eleições não acontecerão agora, o vazamento que entope os oceanos de óleo se encontra bem longe do território brasileiro, o Maradona é tão mau técnico quanto o nosso amado Dunga e a nossa queridíssima seleção sequer toma conhecimento dos adversários e sai aplicando sonoras goleadas em território africano.

Foram simplesmente cinco gols para os guerreiros de Dunga no último amistoso; e mais três no anterior. Somando oito gols em dois jogos. Média mais alta do que a dos cobissadíssimos meninos da Vila.
Realmente... Muito animador!
Já posso ouvir os gritos de ''sou brasileiro com muito orgulho'' pulando garganta a fora. Os meio fios já intercalam as cores de nossas bandeiras. Bandeira essa, que já se encontra estampadas em janelas, portões, carros e paredes. Fios, postes e as casas mais altas, já se escondem em meio às fitilhas dependuradas nas ruas de todo o país. E a quase mofada camisa canarinho, é resgatada do fundo do armário após quatro anos de esquecimento. Até o patriotismo, que também manteve-se mofando, escondido em algum guarda-roupas durante os mesmos quatro anos volta a pulsar nas veias mais esverdeadas do que antes, e agora, também amareladas.

Também... Tanta empolgação não é pra menos.
Com show de bola pra cima de Zimbabwe e Tanzânia, quem é que não se anima? (Zimb..Zimbwea...Zimbabweanos... enfim, moradores do Zimbabwe e da Tanzânia que me desculpem)

BRASIL, o país do futebol.
E nós, brasileiros, torçamos com força de guerreiro para nossos brazucas.
E que Coréias, Costas do Marfim e compania sejam como Tanzânias e Zimbabwes. Caso não sejam, é bom que o verde de nossas veias aguentem o amarelado que por ventura possa vir.




→ Jack soul brasileiro e não ofereço à minha seleção a torcida esperada.
Ofereço aos brasileiros, dreads verde e amarelos com um precinho camarada. Quem se interessar, pode me procurar.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Algumas semanas após o abandono, volto a mandar um recado para o seleto grupo de desocupados que, por algum motivo misterioso ainda frequentam esse interessantíssimo blog.
Venho por meio desta postagem, além do sinal de vida, contar-vos uma breve história. Que não acrescentará absolutamente nada na vida de ninguém, mas foda-se (50 centavos).

Todos devem conhecer o excelentíssimo Sr. Marco Geléia. Se não, é melhor começar urgentemente uma revisão de conceitos, pois não sabem o que estão perdendo.

Pois bem, situado no coração de Bangu, entre o Shopping, o calçadão e o Largo, (principais e únicos pontos de referência do nosso queridíssimo bairro suburbano) o 'Geléia', como é carinhosamente apelidado o trailler do já citado Marco Geléia, é o destaque da região quando o assunto é salgado bom e barato.

Não tão bom e nem barato quanto há um tempinho atrás, o Geléia ainda mantém a qualidade quanto à fartura de massa, queijo e presuto contido no joelho mais cobiçado da Zona Oeste, tão farto quanto os pombos e abelhas que sobrevoam as cabeças daqueles que degustam tais aperitivos.

Além do Marco, da localização privilegiada e da fartura de massa, queijo, presunto, abelhas e pombos, o Geléia ainda conta com lendas urbanas e mitos assás intrigantes. Como a história que eu disse que contaria, lá na segunda oração do primeiro parágrafo dessa mesma postagem.

Vamos à história.
Todo mundo conhece alguém que conhece alguém que diz que viu alguém comendo um joelho de massa, queijo, presunto e barata.
Muitos não comem lá por conta disso, outros, dizem que o preço aumentou por conta das baratas, que se encontram mais fartas atualmente, tudo caô, não passa de um grande atrativo, por incrível que pareça.
Se, por algum acaso, você encontrar um dos bichanos dentro do seu salgado... PLIM!! Você acabou de adquirir o cobiçadíssimo direito à renovada no suco. E se você insistir um pouco, a barata é retirada e o salgado devolvido, sem nenhuma cobrança adicional.

E o bom é que e democrático. Qualquer um, à qualquer momento pode encontrar sua baratinha premiada. E isso, depois da última sexta, eu posso confirmar.
E nem é de todo mal, além da promoção, ainda é assunto pra voltar a escrever no blog.

Bon Apetit.

sábado, 1 de maio de 2010

O que dizem as suas caixas de som?

A má qualidade das minhas distorcem as boas músicas quando ligadas no meu computador, assim como as da sala distorcem um pouco a realidade quando ligada na televisão.

Não é preciso assistir pra perceber tal distorção. Vozes perfeitas, lindas trilhas sonoras, pássaros cantando, invenções de um mundo irreal, transmitidas atravéz de ''plim plim''.

No entanto, ao parar um minuto, percebo que os carros nunca param, as pessoas nem sempre são gentis e educadas, nem sempre falam baixo e sequer falam, em algumas ocasiões. Os pássaros, nem sempre conseguem ser ouvidos e é triste depender da trilha sonora da vida real, o som de balas que disparam perdidas no funk se confundem com os reais tiros na vida real.

O pior é pensar que perceber o mundo de olhos fechados não é a parte pior do todo. O que não se vê já é suficientemente assustador. As nuvens escondem, nuvens densas de poeira e fumaça, nuvens que me engasgam, nuvens que embaçam.

O que seguir, o que fazer,
Se não existe o padrão de vida BBB?

Não é possível viver a televisão.
Então ouça. O que diz a sua caixa de som?

A minha toca Raul e eu imploro junto com ela:
- Ôô seu moço do disco voador, me leve com você, pra onde você for.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Abro a janela, vejo um muro.

Olho pro céu, não vejo estrelas.

Olho ao redor e não vejo saída.

sábado, 17 de abril de 2010

Foda-se, 50 centavos!

10 - 04 - 2010
Viradão CArioca adiado, portanto, sem Pitty.
Churrascão da faculdade rolando. Rolando em tão tão distante, portanto, sem chance.
Saco cheio do Manel, seu bar, sua sinuca torta e seu sotaque português, então... FUDEU!

Eis então que surge a infeliz idéia. - Partiu, M4??? (pausa dramática)
Toda minha vida passou em diante dos meus olhos em segundos, no entanto a ganância falou mais alto. FOOODA-SE, 50 CENTAVOS!

Então fui eu, com frio, com fome, cansado e com vergonha da minha própria face, porém, com algo na mente, martelando como justificativa. FODA-SE, 50 CENTAVOS!

O lugar não era perto, o meio de transporte era as pernas, as principais músicas eram ruins, todas as outras também eram e a cerveja, provavelmente era choca, mas FODA-SE, 50 CENTAVOS!

Chegando lá, a fome tinha aumentado, junto com o cansaço e a vontade de desistir e me matar, afinal ainda dava tempo. Além dos 50 centavos, mulher entrava de graça, mas eu acho que esqueceram de avisar isso à elas.

Tinha pouca gente lá dentro, menos ainda eram as mulheres, as poucas que tinham impregnavam um leve aroma kolonezado no ambiente e as que não contribuíam com isso, não eram mulheres. A trilha sonora realmente era muito ruim e a fila da cerveja era muito grande, mas FODA-SE, 50 CENTAVOS !

Quanto às músicas, houve um momento sagrado, em quem começou UMA bem legalzinha, mas então surgiu uma voz por cima, pensei: - É o maluquinho chato de novo falando do Corsa sedan Prata. Realmente era o maluquinho chato, mas dessa vez, avisando que era o fim.

Mas FODA-SE! Melhor do que ficar em casa. E teve aquele porém... 50 CENTAVOS!

sábado, 10 de abril de 2010

Tédio com um D...

Plagiando descaradamente o inigualável Renato Russo, com um pouco menos de brilhantismo, conto-lhes mais uma triste e entediante história ocorrida na nossa queridíssima Baixada Fluminense.
-Mas se plagiar, porque não plagiar direito, porque D e não T?
Uéué, apenas um trocadilho zoando Duque de Caxias, mais um trocadilho zoando Duque de Caxias, ou melhor, mais um trocadilho sem graça zoando Duque de Caxias.

-Mas o que há de tão ruim por lá, o que Caxias faz pra merecer, qual o grande problema desse lugar?
Bom, Caxias não tem nada de ruim, Caxias não tem nada de bom, Caxias não faz nada, pra merecer nada, Caxias não tem nada, Caxias não tem nem problema, esse é o grande problema.

As vezes me pego falando sozinho, perguntando para o ar, para o vento, para os espiritos. Outro dia questionei: ''Porra Cazuza, como assim o tempo não para, onde você estava com a cabeça quando disse isso ?'' (o tempo realmente parece estar parado as vezes, diante da grande falta do que fazer). O Pior de tudo foi que eu o ouvi responder: ''Beem longe de Caxias...''.
Pior de tudo até que não, tá sendo válida essa experiência de conversar com pessoas do outro plano, afinal é bom fazer qualquer coisa quando não tem nada pra fazer.

Aah, e detalhe ( detalhe com T, potz, mais um trocadilho sem graça ), detalhe para a chuva que tentou parar o Rio e conseguiu. Conseguiu também parar mais ainda a minha vida caxiense. Fiquei sem aula, ou seja, mais algumas horas sem nada pra fazer. Nem escrever eu consigo, vou escrever sobre o que, sobre a chuva?
Estou tão longe que nem choveu direito aqui, só tá frio pra caralho. E o lugar é tão sem graça que nem tem aquela de Bangu, que o termômetro marca 52ºC mas a sensação térmica é de 76ºC, esqueceram de fazer a sensação térmica diferente da temperatura real nos termêmetros, pra deixar tudo mais sem graça ainda. Falando em termômetro, não tem isso por aqui também não, o último que eu vi foi na estação e Bonsucesso.

Como é chata a vida dos sonho, só comendo e durmindo!! Falando nisso... São 10h35 da manhã, bateu mó sono, acho que vou tirar um cochilo. volto depois, um pouco antes da soneca das 14h, boa noite! zZzZ

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Assim como a injusta e polemica divisão dos royalts oriundos do petróleo do pré-sal, citados inclusive nesse blog um dia desses, está também para ser votada e porque não, até aprovada, uma lei que possibilitaria a castração dos pedófilos desse nosso Brasil. Isso mesmo, pega uma criancinha cá, e perde outra acolá.

Falando assim parece que é simples, mas na verdade não é bem assim que funciona. Primeiramente você tem que ser pego, e depois ainda tem que ser condenado, preso e etc... Nem é tão normal acontecer essas cosias nesse nosso Brasilzão, e o farpador lá, das novinhas E novinhos de 14,13,12..-1,-2,-3, pode escolher se será castrado ou não. Funciona da seguinte maneira... O cara, troca 1/3 da pena pela castração, que não é nada demais, nada sanguinário, nada de ritual masoquista, facão, nada disso. É uma castração Química, enchem o cara de hormônio, e diminui a libido do sujeito, o cara fica menos galudo, e intuito de desgaludação deve ser fazer com que o cara perca o interesse em crianças, ou sei lá, punir sexualmente o sujeito..

Mas eu... e minha humilde opinião, duvidamos da funcionalidade da tal lei, já que o cara pode escolher ser castrado ou não. Pode até funcionar, se o pedófilo, além da pedofilia, for adepto da mutchatchisse avançada.
Pensa só, desgaludado, o cara vira menininha fácil fácil dentro da cadeia, nos outros 2/3 de pena que o resta.

Enfim... se será aprovada, não sei. Aprovada ou não, tanto faz.
Mas eu acho que o tio Michael não ficaria muito feliz sabendo dessa novidade.

domingo, 28 de março de 2010

Carência / decadência musical

A vida é um ciclo, a música é um ciclo, tudo tem que girar e tudo tem que se renovar.
Nesse giro, coisas novas surgem e sobem para o sucesso e outras simplesmente descem e voltam para o anonimato, acompanhando a rotação.
E o nível, porque esquecem de erguê-lo ao topo? Não é um ciclo?.
Por que bandas sobem e o nível fica por baixo?
Se o nível é ruim, e as bandas também, porque caralhos elas estão em cima?

Me vejo num terrível período de carência musical, onde o que é de fácil acesso é de dificílima digestão e o tragável está em algum lugar, longe da televisão. E o pior é saber que essa carência ou decadência musical é controlada exatamente do jeito que tem que ser, pelo menos para os padrões televisivos. O que ''eles'' julgam melhor, é o que está por cima, e eu, tenho que me contentar com meus heróis morrendo, não mais de overdose e ver os inimigos da boa música, no poder.

Oh, como eu queria ter nascido há alguns anos atrás.
Sem querer generalizar, mas convenhamos, de fato eles eram mais e eram melhores.
E com o tempo... os bons param, os bons são parados, os bons desistem e infelizmente, os bons morrem.
Mas porque esses caras morrem, são deuses, não deveriam ser imortais?
Resta lamentar né, e arrumar um pretesto pra agredecer essa mortalidade musical, afinal, os ruins também morrem.

Enfim, não sou dos maiores conhecedores da música, mas como admirador de boa música, pesso...

Aos bons musicos, façam suas preces.
E à mim, eviem algo que preste!

sábado, 20 de março de 2010

Vamos comemorar...

Aglomerado de pessoas no centro da cidade do Rio de Janeiro.
Um palco, pessoas importantes, diversas atrações, bebidas, músicas, enfim, uma festa, ainda é carnaval!! Que beleza! Uh! Monobloco!

Uh!... Ué, Monobloco?
Apesar das semelhanças, não se trata do Monobloco, nem de nenhum outro mono ou poli, afinal, o carnaval já acabou. Agora a coisa é séria.

Tudo bem que não parecia, mas era um manifesto, dizem que teve até passeata... Dizem, e vou ficar com o que disseram, afinal, eu não pude estar lá pois estava um pouco ocupado morando longe da civilização.

Enfim, as pessoas que bebiam, dançavam, zoavam e até protestavam, protestavam contra a possível nova divisão dos bilhões de reais que brotam do pré-sal e chegam à superfície por meio das plataformas da Petrobrás. Chegas pela Petrobrás e chagam principalmente por Macaé. Chegam também por Santos e por algum lugar no Espírito Santo. E estes, serão os mais prejudicados caso essa tal ''nova divisão'' seja aprovada.

Só o Rio, deixaria de ganhar uns 7 BIlhões, o que impossibilitaria a realização dos Jogos Olímpicos do Rio e a Copa do Mundo, ou seja, além dos R$7bi, os pobrinhos ainda deixariam de ganhar mais alguns trocados com o pequeno lucro que tais jogos proporcionam.

Aah, é importante lembrar que as Olimpíadas serão em 2016 e a Copa em 2014, se o mundo não acabar antes...

É... O mundo aquecendo e a gente discutindo e até festejando em cima da divisão do combustível que alimenta o fogo que queima o planeta

sábado, 13 de março de 2010

Bangu 2, Madureira 1, destaque para Tiano, autor dos dois gols banguenses.
Destaque também para 60 segundos dedicados à algo inesperado.
Sessenta segundos antes do apito que indicava o inicio da partida no Moça Bonita, o árbitro pediu silêncio por um minuto. Não para algum dirigente ou ilustre banguense falecido.
Um minuto de silêncio em luto econômico, pela perda financeira do Rio referente à
emenda que alterou a participação dos estados brasileiros nos royalties do pré-sal .

São R$ 5 bilhões a menos nos cofres fluminenses, que teoricamente inviabilizaria a organização da Copa do Mundo e das Olimpiadas.
Como assim, não vai ter Copa?
Claaaro que vai, arruma-se facilmente um jeitinho bem brasileiro pra sair dessa, mole mole.

E o luto continuará no jogo entre Flamengo e Vasco. Segundo a coluna de Ancelmo Gois, no jornal "O Globo", os times entrariam em campo, lado a lado, com os dizeres ''Contra a covardia, em defesa do Rio''.

Lado a lado... de um lado, ''o poder'' não é mais tão poderoso e Dodô poderá ficar no banco, e o Império do Amor não precisa ser um império, com esses problemas do Adriano e jogando contra o Vasco, só o Love já tá bom, mas o Adriano joga, o que facilita mais ainda a missão Rubro-Negra.

E que venha o tetra...
(ou tri né, nego tá com uma mania esquisita de diminuir o número de títulos do Flamengo)

terça-feira, 9 de março de 2010

Respeitem...

Quase 3 anos de sua vida, dedicada exclusivamente a uma só causa, uma causa não muito séria para o resto da sociedade.
Muita coisa perdida, para alguns, em vão, para outros, por besteira, mas não para ele.

Ele realmente levava aquilo a sério, inclusive cuidava, ao contrario do que muitos pensam. Ele cultivava, literalmente.
Toda aquela história de amor e dedicação já tomava conta de sua cabeça, e transbordava, escorria pelo pescoço, chegando aos ombros, consumindo de forma acelerada e modificando toda a parte superior de seu corpo e com o objetivo de alcançar o meio das costas e porque não, o final dela.

Eis que surge um obstaculo em sua vida, alguém que simplesmente quer acabar com aquilo sem nada ter a ver com aquilo.
Não que o risco seja grande, mas existe, ele não teme, mas se pudesse escolher, ele escolheria o msmo que escolhera há 2 anos atras.

Não faz aquilo por religião, como muitos confundem, mas tem o direito de fazer, afinal, cada um escolhe o que fazer com seu corpo, como uma tatuagem, porém com a escolha de largar depois, é só cortar, mas não agora, não com tão pouco tempo curtido.
Afinal, qual a graça de fazer dread e cortar 1 ano e 3 meses depois?

Emfim, respeitem os dreads dos calouros

domingo, 7 de março de 2010

Fim das férias eternas se aproximando, o terror de ter que madrugar pra me deslocar diariamente pra longe martelando na cabeça ( só pra lembrar que não é qualquer longe, é Duque de Caxias, filhão... DUQUE DE CAXIAS ), então vamos aproveitar os dias que nos restam, afinal, não sou só eu que estou dando adeus à vida de desocupado.

Após a informação do tal local onde rolava algo diferente para aproveitar-mos, descem as 20 cabeças, Parque Leopoldina abaixo, rumo à tal festa ou à qualquer outro lugar que não confundisse a nossa chegada com um arrastão.

Chegando lá, soma-se os já presentes com os nossos 20 e resulta nuns 30.
Mas tá bom né, afinal, 30 é um número bem considerável.
10 minutos após, o ambiente começa a ficar mais cheio, e sobe uma fumaceira, uns 3 cheiros estranhos, ruidos começam a sair do banheiro, pessoas pulando na piscina, seres mordendo a própria orelha, entre outras coisas...

Eis que então os seres cansam de morder a orelha, os olhos avermelhados quase se fecham, uns desistem de ficar em pé, outros desistem de permanecer no ambiente, todos param de dançar e a calmaria toma conta do ambiente, fora o tuntz tuntz no ultimo volume que ainda atordoavam os ouvidos dos sóbrios.
Não que o Tuntz Tuntz seja muito ruim.
Mas sinceramente, como gosto da tranquilidade da minha praça e do blem blem blem do meu violão.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Gramacho lá vou eu...

Longe?
Longe é Jaconé!
Duque de Caxias é logo ali, poxa.

Sai de casa, anda um pouquinho e você chega na Guilherme, mas é pouqinho mesmo, nem dá pra sentir dor na perna, só um pouco de preguiça, ainda mais se for antes de 5h da manhã, mas com o tempo você supera, ou ...
ou supera irmão, tu não tem muita escolha!

Depois é só molezinha, nem precisa andar mais nada, é só esperar o trem e chegar no seu destino, lembrando que você não vai andar mas vai ficar em pé, e o trem vai estar lotado. Mas você pode dar uma sorte e arrumar um lugarzinho pra sentar, afinal, são 21 estações. Ah, eu não tinha dito né? O tal destino fica a 21 estações da Guilherme da Silveira.

21 estações, até São Cristóvão, tendo sentado ou não no caminho, você terá de descer em São Cristóvão, e depois pegar outro trem, você pode perder, e por conta disso esperar mais uns 30 minutos, mas Deus é bom e não vai fazer isso com você, não todo dia. Mas daí em diante é só correr pro abraço, além de demorar, o trem é pior, os lugares por onde ele passa também, mas provavelmente tu vai sentado, tirando aquele cochilo...

Oh, mas cuidado, cuidado pra não levar o cochilo muito a sério e...

''Próxima estação, Campos Elíseos, desembarque pelo lado esquerdo''

quarta-feira, 3 de março de 2010

Finalmente algo minimamente sério

Parada desde...
Nossa... Eu realmente estava contando. Mas fazer o que...?
Ficou parada tanto tempo que eu até perdi a conta.

Enfim, após a mudança na direção, já é perceptível alguma mudança no ambiente.
O Geraldo Azevedo, por exemplo, já marcou presença por lá. Dizem que foi a própria produção do cara que organizou o show, mas quem se importa? Ponto para a atual gestão!
A Mart'nália já tem show confirmado para o próximo dia 19, mais um ponto!
Fora boatos de outros bons shows que traríam a nossa Lona definitivamente à ativa.

Não é a fase mais constante da Lona de Bangu, mas a pouco tempo não tinhamos absolutamente nada dentro dela. No máximo um musical High School e um alô do Barney e dos seus amigos, uma vez ou outra. Então, qualquer coisa já é alguma coisa.

Fora as já tradicionais oficinas, e cursos oferecidos pelo espaço, afinal, é uma Lona Cultural e não uma casa de show.

É a cultura voltando a Bangu! (vamos torcer)

Falando em Bangu, vale um salve pra recuperação do alve-rubro no Carioca desse ano.
Após 4 derrotas nas 4 primeiras partidas, o Vermelho e Branco da Zona Oeste se recuperou de maneira parecida com o que aconteceu no ano passado e já vai pra 5ª vitória seguida, contando essa de 2x1 em cima do Vasco logo mais, às 19h30. (2 do Sassá, dáá-lhe Sassá!)

Por enquanto são 4 vitórias, 4 derrotas, 11 gols feitos e 11 sofridos. Isso sim é que é regularidade.

É o Bangu rumo à Libertadores 2017! Nos aguardem...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Raspas e restos me interessam...

Assim como mentiras sinceras ou raspas e restos, qualquer bobagem interessante serve, ou não, a bobagem pode ser desinteressante também.

Logo na primeira postagem, percebi uma certa empolgação no entorno do link desse blog. Sinceridade, incentivo apenas ou puxação de saco, sei lá né, vai saber.
Em menos de 24h me vi sem saber o que fazer pra prosseguir, sem idéias, sem muita ajuda, sem o tal talento pra dar aquela enrrolada em qualquer coisa, sem o que... enfim, meio na merda!

Eis que surge a idéia abençoada de pedir qualquer bobagem pra Carol ( Carol, bjs me liga ), mas não qualquer bobagem, uma bobagem interessante, só pra não cair o nível tão rapidamente. Pra não falar de receita de bolo ou o quão lindo o Dourado é, assim, logo nas primeiras postagens.
Sem desmerecer os cozinheiros do Brasil, nem os fãs do Dourado, e é importante lembrar que eu já estou pesquisando e vi um bolo de chocolate... ''Meu Deus do céu!!'', futuramente vem parar por aqui.

Fiquei até na dúvida de postar ou não, 2 em menos de 24h, né. O que farei nas outras 24h?

Aah, já sei!! Posso pedir ajuda aos raros leitores dessa humilde página da internet.
Qualquer bobagem interessante ou não, raspas, restos, mentiras sinceras, porções de ilusão, qualquer coisa.
O que vier já ajuda esse pobre iniciante.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Muito Prazer

Aqui vos fala um ex-estudante, desempregado, sem absolutamente nada pra fazer da vida.Tudo bem, daqui a pouco volto a estudar, ocuparei toda essa desocupação, mas ainda sim, ex-estudante, desempregado, desocupado e de saco cheio dessas férias eternas. Tá, eu sei que quando esse 'eterno' chegar ao fim, vou me arrepender de estar dizendo isso, mas por enquanto é esse o pensamento.

E com toda essa falta do que fazer pairando sobre o quarto da frente, do número 104, surgiu a idéia da criação deste Blog, pra escrever qualquer coisa que vier na cabeça, afinal não vai colar se eu disser que isso aqui é pra expressar meus sentimentos, pensamentos, blablablá...

Bom, pra quem não tem o que escrever seria uma boa falar do Ano Novo, novas promessa pra uma nova vida, novas e melhores escolhas pra um novo ano, mas isso já passou, passou também o carnaval, onde você promete que vai cumprir as promessas feitas no ano novo, afinal, nós sabemos que o ano só começa após o carnaval. E agora, passadas as duas oportunidades de enrrolar quem não tem nada pra fazer e vai ler esta porra, eu me pergunto...
Ô, idiota, porque não fez esta bosta antes!?
De fato, dei mole, eu devia estar ocupado demais durmindo, ou talvez...
Nossa, o que diabos eu estava fazendo !??

Enfim, divirtam-se com essa falta de diversão e usufruem dessa falta de talento.