domingo, 25 de dezembro de 2011

Relógio-Termômetro

Bangu: bairro suburbano carioca localizado na zona oeste da cidade. E, acima de tudo, quente.
Talvez seja essa a melhor definição para esse bairro. Não só este, especificamente, toda essa região - bendita região.
O que se ouve dizer é que esta é a área escolhida para apontar a temperatura máxima da cidade.Outro dia vi uma foto de um termômetro que marcava 1000°C. Mentira, óbvio.
Nesse mesmo dia outra foto. Desta vez, apenas 50. Que também deve ser mentira.
E não satisfeitas, as imagens continuaram a circular. Quando de repente, apareceu um 43°C. Sim,caro leitor, uma foto real de um relógio-termômetro marcado 43 graus ceucius na véspera de Natal. Enfim, pouco importa, eu já vi 45. E também não vou me aprofundar em sensação térmica. Quem conhece, sabe o que os banguenses estão passando nesse início de verão.
Isto é falta de noção. Quem está fazendo isso conosco? Onde estão os direitos humanos? E o espírito natalino?
Bom, a ONU não sei. Mas o espirito natalino está aí sim.
Abri a janela lateral do quarto de dormir e senti o espírito natalino invadir o meu lar. Acompanhado de neve, renas, Papai Noel e tudo mais.
Alias, de onde vem toda essa neve que enfeita esses pinheiros natalino? Os 43 graus deveriam derretê-las!! E esse Papai Noel bêbado desmaiado jogado na minha calçada? Tá calor demais pr'ele estar vestido assim!! Ele vai acabar morrendo...
Por fim, até que as pessoas se saíram bem esse ano. Às 0h do relógio-termômetro todos se abraçaram e desejaram fotos sinceros: não esqueceram o espírito natalino. Talvez um pouco do que é Natal.
Pessoas bêbadas, muitas festas e fantasias "quentes" e vermelhas são coisas de carnaval.
Natal é outra coisa...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"É, morena"

Mentem os fatos, contatos, retratos.
Sentem sagrados e tornam-se ingratos.
Vão-se os papos e os sacos.
Os cacos... os cacos caem.
Intemperados e de temperamento insuportável, estilhaçam.
Incontroláveis e de tempero indecifrável, destemperam
Indecifrados, recolhem-se à sua própria forma de embrulho:
sem controle, cifras ou tempero. De definição impossível.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Mais uma de amor

O show acabou. Mas, o sonho continua.
A festa acabou e me vejo só mais uma vez. Só e sem você.
É satisfatório saber que o "tempo sem" durará pouco. Não muito mais que uma semana.
Porém, é triste pensar que após o reencontro, outra semana de ausência virá. E outra, e outra, e outra...
Vem e vai, vem e vai, vem e vai...
Como um prazer que não sacia nem provoca abstinência.
O tamanho do conforto que teu peito me proporciona é maior do que tudo aquilo proporcionado pela ausência do mesmo. Maior que a carência. Maior que a ispliscência. Maior do que a incoerência.
Teu sorriso purifica minh'alma inundada e "imundada" por ilusórias fontes de sei lá o que...
Coisas essas, poucas, que somem como um grão na imensidão do fundo do mar quando nos fechamos no nosso infinito particular.
Enquanto isso, me abro falsamente ao mundo esperando ansiosamente mais uma vez o fechamento dos portões que cercam e multiplicam minha felicidade.
Faltam seis dias...

"teu sorriso é o que eu preciso
quanto ao resto, tanto faz"