sábado, 15 de outubro de 2011

palavreando

Palavras...
Sim, palavras.
"Sim" é uma delas, uma pequena e singela palavra. Assim como "fim", o próprio "assim" e a onomatopéia "tim-tim" - oriunda do encontro casual de dois ou mais cálices ou taças.
Taças essas que podem ser de vinho, de vidro, de champagne...
Champagne é uma palavra estrangeira. Champanhe é um neologismo derivado desse estrangeirismo.
"estrangeirismo" é um puta palavrão - de palavra grande mesmo, e não como são vulgarmente conhecido o palavreado chulo.
"Palavreado" é uma polissílaba. E també é consideravelmente grande. Não tanto quanto "inconstitucionalissimamente".
Essa sim é uma palavra e tanto. Esta abundância silábica seria sozinha um verso dodecassílabo. Provavelmente um lindo verdo se fosse de autoria de Caetano.
Aliás, Caetanera é um ótimo recurso quando o objetivo é bonitificar um verso.
"Caetanear" é também, um ótimo disco. Indispensável na construção da história da música popular brasileira.
Por falar em construção, "Construção" também é um ótimo disco.

Bom, retomando a temática inicial do texto - a palavra - e aproveitando o gancho criado com esses gênios e suas obras... Que dom esses caras têm de brincar com as palavras, né.
Quem dera eu ter um dom desses. Se o tivesse, faria deste texto um bom texto, minimamente. Ou, ao menos faria dele um artigo opinativo. Que era o que ele deveria ser desde o princípio.
Se bem que para tal, era mais válido Jabourear. Ou, quem sabe, Meirelezar. Mas, já que não me é possível, encerro essa humilde amostra de perseverança Marisamonteando.
Ah, as palavras. Apenas palavras. pequenas palavras ao vento.
E, sinceramente, Cartier-Bresson que me perdoe, mas e sou mil vezes mais mil palavras, há uma mísera imagem. Se não mil, contento-me com as 261 deste "artigo".