quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Meu bom pilão

Mais um gole quente, em meio a essa noite fria calorosa, ardente e dolorosa.
Mais uma vez o copo vazio, e o som do mesmo, batendo com força sobre a bancada

Nas mãos, antes ocupada com o copo, encontram-se folhas e uma caneta que escreve nessas folhas, coisas loucas; na cabeça, o princípio do efeito do líquido que preenchia o copo há pouco.

Olho pra dentro desse copo e vejo o que eu já esperava, um fundo escurecido, metaforizando os sentimentos presos no peito, que pulsam, pulsam e pulsam socando minhas costelas tentando externar.

Junto a tudo isso, o desespero, expresso em números, cálculos loucos e frases soltas em cima dos cálculos.

O negro fundo do copo acabou de fazer efeito, mais algumas horas de insonia, mais algumas horas de contas, pena que o café acabou.

Vou perder mais algum tempo para poder escurecer novamente o copo até a boca

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