sexta-feira, 27 de agosto de 2010

f...

Sabadão, amigos reunidos, bebendo, zoando, ouvindo música e etc..
O dia, 21 de agosto.
O local, Rua Francisco Real, próximo ao Prioridade Hum.
O motivo, Foda-se...

Pra quem reconheceu o endereço citado acima, a resposta é sim.
Rua Francisco Real, perto do Prioridade Hum é sim o endereço do Espaço m4.

Que beleza, eu voltei.
Porque?
Eu realmente não sei. Mas de fato, eu estava lá. Junto das mesmas portadoras de Kolene, dos mesmos moleques piranha, ao lado do mesmo banheiro fedido, ouvindo as mesmas músicas ruins, bebendo a mesma cerveja, pelo mesmo preço e gritando com a mesma força... Foda-se, 50 centavos.

Não vou ser hipócrita de falar bem desse 21 de agosto. O sábado foi realmente uma merda, mas foda-se, 50 centavos.

Branca, ruiva, linda, perfeita, a mulher mais gata da noite parecia simplesmente não querer me ouvir, mas foda-se, 50 centavos.

5h da manhã, voltar ao Parque andando é realmente bem chato.
Mas...

Puts, foda mesmo, vou começar a procurar algo melhor pra fazer nos meus sábados a noite.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Enquanto o almoço não sai...

Na tarde vaga de uma desocupada segunda-feira, abandono a cozinha, meu arroz e venho no recanto do canto do meu quarto, na tentativa de escrever qualquer coisa que desabafe, desocupe minha cabeça e ocupe um pouco do meu tempo.

O barulho da obra logo ali em cima não me permite durmir. Mas tanto faz, acordei a pouco, estou sem o mínimo sono. O mesmo barulho impede que eu me distraia com o violão. Na verdade a falta de uma corda atrapalha muito mais, e faz com que eu não consiga escrever qualquer esboço de canção.

O estomago embrulha implorando por comida. O arroz está no fogo e enquanto não fica pronto, me distraio vendo as cores na TV, as letras que não dizem nada na frente do PC, ouvindo os carros de som implorando por nossos votos e o lindo som que os pedreiros fazem ao emboçar as paredes do quarto do segundo andar.
(realmente precisa de tanto barulho pra emboçar uma parede?)

Pensar na vida não adianta muito. O tempo passa mais devagar e nunca chego a nenhuma conclusão sobre o que eu vivo.

Após sentar, levantar, beber água, desligar a TV, fechar a cortina e sentar novamente, já se passaram alguns minutos.
Bem mais eficiente do que pensar na vida.

E sem nenhuma grandiosidade ou algo que prenda a atenção dos leitores dessa bagaça, apresento a nova postagem em meio a esse fortíssimo cheiro de..

Merda, esqueci do arroz...

sábado, 14 de agosto de 2010

Hei dever de volta o ver de.

Certo dia vi uma árvore imensa, com a raiz transbordando pelas calçadas e invadindo parte de uma movimentada rua do subúrbio carioca.
Parei e pensei, olhando para o teto do ônibus no qual eu me encontrava indo para algum lugar ao qual não me recordo... ''Que perigo isso! Essa porra vai acabar provocando algum acidente.''

E realmente já havia sido provocado pelo menos uns três, só naquela árvore. E se repararmos, não existe só aquela árvore com tais características. É de extrema facilidade encontrar casos assim espalhados por aí.

Os danos e os perigos causados nesse caso não se restringem à invasão numa auto-estrada.
Reízes descontroladas quebram calçadas, invadem quintais, destroem paralelepipedos, destroçam encanementos, e com esses fatores, geram alguns outros muitos fatores prejudiciais à vida nas nossas cidades de pedra, vigas e concreto.

Então eu pergunto...

O que tanto concreto faz em torno dessas lindas árvores?
E o que esse concreto faz no lugar das antigas árvores?

Árvores estas, que nos trazem benefícios que balanceiam os prejuízos causados pelo próprio concreto e tudo o que gira em torno dele.
Afinal, o que eu sei, ou que me contaram, rua era barro, esgoto era rio, o resto era árvore e concreto nem existia.
Mas infelismente, nós mudamos as coisas, as coisas e nós mudamos o mundo e a mudança quase nunca é pra melhor.

Resultado...
A densa fumaça ofuscou o sol, árvore virou poste para iluminar o que foi desiluminado e além do sol, não vejo luz no fim do túneo, muito menos na cabeça do ser humano devastador e desmatador.

Desmatar pra concretar. Vamos derrubar, enterrar e concretar essa idéia.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Na janela paralela

De tarde deitado no meu quarto observo meu espelho, vejo nele uma superfície curva, como a lente de uma lupa, de uns óculos, ou de binóculos.

Só observando, não sei ao certo quão curva é a curva; nem como é tal curva. Não sei se a curva diminui, se ela aumenta, se somente reflete, se refrata, não sei.

Não só não sei, como também tenho muita curiosidade. No entanto também tenho muito medo de uma possível diminuição, ou talvez uma refração. Por conta disso, evito me olhar nesse espelho. Apenas o observo, de longe, de onde não é possível sequer saber o seu efeito.

Um dia tiro essa dúvida e me olho de vez no tal espelho.
Talvez veja meu futuro, talvez veja meu passado, minha vida, minha morte.

Quiçá a vida após a minha morte. Se eu aumento, alcanço o céu e a minha redenção; se reflito e volto para a terra na forma de um escorpião; ou se refrato, desvio da minha rota e vou parar em Plutão.