sábado, 24 de julho de 2010

Responda quem puder

Vejo as crianças brincando na minha rua. Minhas crianças... meus primos, irmãos mais novos de amigos e até filhos de amigos, brincando na mesma rua, em frente as mesma casas, quase do mesmo jeito.

Brincadeiras essas que, hoje se restingem a meia horinha de futebol no portão do vizinho, sendo atrapalhados constantemente por diversos carros, e são muitos os carros; esconde-esconde, se escondendo atrás desses mesmos carros que os atrapalham na hora do futebol, dentre outras coisas restritas ao concreto e paralelepipedos das rua, e no máximo, ao campo de terra batida da praça.

Onde estão as árvores que eu subia quando menor, que eu me escondia no pique-esconde,que eu caía, me ralava, que eu sentava e descançava debaixo de sua sombra?
E o nosso morro? Cadê as crianças subindo naquele morro?
Em que a única inseguraça era o medo de cair e se machucar, que os único obstaculos eras as pedras mais altas e as árvores espinhosas, e não as casas que hoje cercam seus únicos acessos.

E meu filho, o que vai ter para se divertir?

E amanhã, como será o amanhã?

2 comentários:

  1. O amanhã não será...
    Um dia desses também reclamava de tudo tão menos simples. Da falta de acesso as montanhas, despreocupadas as construções seguem pelo entorno e sequer pensam que aquele espaço natural é público e pede para ser visitado com educação.

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  2. só o you tube e o playstation provavelmente juntos em um mptrezentos em 3D, HD e outros D's.

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