quinta-feira, 17 de junho de 2010

Que ecoem as vuvuzelas...

1,56 foi a desanimadora média de gols da primeira rodada da Copa do Mundo da África, dois foram os frangos engolidos pelos goleirões e o número de expulsões nos primeiros jogos. E três foi o número de gols necessários para que se calassem as tão comentadas vuvuzelas.

Entre sapatadas, butinadas, canelada e cornetadas contra a criticada Jabulani, desolação foi o que se viu na face dos não reconhecidos artistas das arquibandas sul-africanas. O brilho do sincero sorriso, que parecia nunca se esconder, se ofuscou.
Como é triste o silêncio. Ou melhor, como é triste ver em silêncio um povo que nasceu para cantar, dançar e sorrir.

É como se as bandeiras, luzes e cores abandonassem a torcida do Flamengo, como se a sanidade invadisse o ''bando de loucos'', como se o sorriso tomasse o lugar das lágrimas dos nossos queridos chorões botafoguenses.
É como se os argentinos parassem de cantar, os alemães começassem a sambar e os brasileiros dançassem tango ao som de música mexicana.

Como disse Desmond Tutu, ''na Alemanha não pararam de beber cerveja. Então, aqui, na África, não vamos parar de soprar nossas vuvuzelas.''

E tomara que não parem mesmo.

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