sexta-feira, 28 de maio de 2010

Algumas semanas após o abandono, volto a mandar um recado para o seleto grupo de desocupados que, por algum motivo misterioso ainda frequentam esse interessantíssimo blog.
Venho por meio desta postagem, além do sinal de vida, contar-vos uma breve história. Que não acrescentará absolutamente nada na vida de ninguém, mas foda-se (50 centavos).

Todos devem conhecer o excelentíssimo Sr. Marco Geléia. Se não, é melhor começar urgentemente uma revisão de conceitos, pois não sabem o que estão perdendo.

Pois bem, situado no coração de Bangu, entre o Shopping, o calçadão e o Largo, (principais e únicos pontos de referência do nosso queridíssimo bairro suburbano) o 'Geléia', como é carinhosamente apelidado o trailler do já citado Marco Geléia, é o destaque da região quando o assunto é salgado bom e barato.

Não tão bom e nem barato quanto há um tempinho atrás, o Geléia ainda mantém a qualidade quanto à fartura de massa, queijo e presuto contido no joelho mais cobiçado da Zona Oeste, tão farto quanto os pombos e abelhas que sobrevoam as cabeças daqueles que degustam tais aperitivos.

Além do Marco, da localização privilegiada e da fartura de massa, queijo, presunto, abelhas e pombos, o Geléia ainda conta com lendas urbanas e mitos assás intrigantes. Como a história que eu disse que contaria, lá na segunda oração do primeiro parágrafo dessa mesma postagem.

Vamos à história.
Todo mundo conhece alguém que conhece alguém que diz que viu alguém comendo um joelho de massa, queijo, presunto e barata.
Muitos não comem lá por conta disso, outros, dizem que o preço aumentou por conta das baratas, que se encontram mais fartas atualmente, tudo caô, não passa de um grande atrativo, por incrível que pareça.
Se, por algum acaso, você encontrar um dos bichanos dentro do seu salgado... PLIM!! Você acabou de adquirir o cobiçadíssimo direito à renovada no suco. E se você insistir um pouco, a barata é retirada e o salgado devolvido, sem nenhuma cobrança adicional.

E o bom é que e democrático. Qualquer um, à qualquer momento pode encontrar sua baratinha premiada. E isso, depois da última sexta, eu posso confirmar.
E nem é de todo mal, além da promoção, ainda é assunto pra voltar a escrever no blog.

Bon Apetit.

sábado, 1 de maio de 2010

O que dizem as suas caixas de som?

A má qualidade das minhas distorcem as boas músicas quando ligadas no meu computador, assim como as da sala distorcem um pouco a realidade quando ligada na televisão.

Não é preciso assistir pra perceber tal distorção. Vozes perfeitas, lindas trilhas sonoras, pássaros cantando, invenções de um mundo irreal, transmitidas atravéz de ''plim plim''.

No entanto, ao parar um minuto, percebo que os carros nunca param, as pessoas nem sempre são gentis e educadas, nem sempre falam baixo e sequer falam, em algumas ocasiões. Os pássaros, nem sempre conseguem ser ouvidos e é triste depender da trilha sonora da vida real, o som de balas que disparam perdidas no funk se confundem com os reais tiros na vida real.

O pior é pensar que perceber o mundo de olhos fechados não é a parte pior do todo. O que não se vê já é suficientemente assustador. As nuvens escondem, nuvens densas de poeira e fumaça, nuvens que me engasgam, nuvens que embaçam.

O que seguir, o que fazer,
Se não existe o padrão de vida BBB?

Não é possível viver a televisão.
Então ouça. O que diz a sua caixa de som?

A minha toca Raul e eu imploro junto com ela:
- Ôô seu moço do disco voador, me leve com você, pra onde você for.